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Blog do Ilgo

Brigas na dupla: realidade e ficção

Grêmio e Atlético, jogo que vale seis pontos, terá no apito o assoprador Héber Roberto Lopes, um juiz caseiro e acomodador. Bom para quem joga em casa.

A interferência no resultado começa nos bastidores, pela definição da arbitragem.

É preciso estar atento aos detalhes.

Felizmente, o Grêmio vai com a sua força máxima para encarar de novo o RG, que, aliás, ao contrário de outras vezes, está falante. Vejam o que ele diz:

– Agora entra todo tipo de ingrediente. É lembrar de tudo o que aconteceu e a gente vai com tudo para conquistar a vitória.

Ninguém esquece o que aconteceu. Quem bate até pode esquecer, mas quem apanha não esquece jamais. RG está eternizado no panteão dos inimigos da torcida gremista.

Agora, no jogo de domingo, o passado fica em segundo plano.

O que interessa é o presente, e o futuro.

E neles não há lugar para o RG no Grêmio.

AS BRIGAS

Fernandão e Datolo discutiram publicamente no treinamento. A coisa foi tão séria que o goleiro Muriel correu para apartar o bate-boca.

Foi uma discussão áspera entre o chefe e seu subordinado. Até nem vejo nada de mais, faz parte. Discussões existem em qualquer lugar, inclusive nas redações de jornais.

Já vi dois colegas, de emissoras rivais, se pegarem a soco de rolar no chão. Mas faz tempo, muito tempo.

Lembro que eu estava ao lado de Assis naquele dia no pátio do Olímpico. Era o Assis de antes da pirataria, quero deixar bem claro. Ele comentou comigo, sorrindo, ao deparar com aquela cena grotesca:

– Ah, então vocês também brigam…

Após o episódio entre Datolo e Fernandão, que apenas confirma o quanto o aprendiz de treinador está desgastado, perdendo o controle do grupo, eis que a imprensa atenta e zelosa pelo equilíbrio, ‘descobriu’ uma briga, ou uma rusga, entre Marcelo Moreno e Kleber.

De repente, e não mais do que de repente, os dois companheiros de ataque do Grêmio, decisivos na campanha no Brasileirão, estariam de ‘mal’. É o que li na coluna do Wianey Carlet, na ZH de hoje.

Só que nessa ‘briga’ a testemunha é um ser que fica na sombra, não tem identidade revelada. Ninguém sabe sequer se existe realmente.

No intervalo do jogo contra o Flamengo, Moreno teria cobrado de Kleber que ele não estaria lhe passando a bola.

Os dois teriam discutido em função disso. Luxemburgo teria acompanhado tudo sem intervir. Depois, teria chamado Moreno para dizer que o substituiria porque teria problemas se tirasse Kleber.

Alguém, sinceramente, consegue imaginar um treinador do porte de Luxemburgo tomando essa atitude?

Uma ficção da pior qualidade.

Vou partir da premissa, a origem da briga: Moreno cobrando mais passes de Kleber. Quem viu o jogo com atenção deve ter percebido o que eu percebi: a bola quase não chegou aos dois atacantes.

Não teve como Kleber deixar de dar passes para Moreno se ele quase não tocou na bola. Todos viram que Kleber fez uma partida ridícula para um atacante de sua grandeza. Até acho que ele estava jogando de má vontade, com pouca disposição, isso é outra coisa.

E tudo tem origem num misterinho: por que sacar Moreno e não Kleber? Eu vi os dois jogando mal, com a diferença de Moreno ter recebido o passe de Elano e feito o gol. E depois não fez mais nada, assim como Kleber.

O fato é que os dois não estavam sendo muito acionados.