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Blog do Ilgo

Grêmio: time com sintomas de decadência

Em seu melhor momento no Brasileirão, o Grêmio teve o meio formado por Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto. A defesa passou a funcionar e o ataque -Moreno e Kleber- também dava boa resposta.

Tudo fluía bem. Mesmo que o time tivesse laterais de qualidade insuficiente: Pará na esquerda e Edilson ou Tony na direita.

Hoje, com laterais melhores, Pará na direita e Pico na esquerda, o Grêmio é assolado por outros problemas: as constantes alterações no meio de campo, em que a dupla Elano e Zé Roberto, um oásis de talento e criatividade na equipe, joga quase que intercaladamente, e o ataque, que nos últimos jogos não anda metendo medo em ninguém.

Marcelo Moreno e Kleber são dois atacantes de qualidade. Mas parece que eles não se dão. Em campo, eles buscam distância um do outro. Quase nunca de aproximam, porque assim teriam de dar a bola um para o outro.

Fora essa aparente inimizade – não me importa se fora de campo eles não conversam, mas dentro, na hora do jogo, eles têm a obrigação de um ajudar ao outro -, Kleber parece uma tia velha. Que me perdõem minha tias, mas é a melhor imagem que me ocorre.

É evidente, também, o problema físico de alguns jogadores, e nem falo dos mais veteranos. Kleber e Moreno estão duros, sem mobilidade, muito menos com velocidade e arranque.

O time está apresentando sintomas de decadência. Suas últimas atuações – com exceção do jogo contra o Flu – foram de razoáveis para ruins, como a contra o Coritiba.

Felizmente, o Inter bateu o Vasco e praticamente afastou qualquer possibilidade de o Grêmio perder a vaga para a Libertadores no Brasileirão. Pelo menos, a situação fica mais tranquila e o time pode dar atenção plena à Sul-Americana.

É claro que para chegar ao título precisará apresentar um futebol muito melhor do que o jogado contra o Barcelona do Equador. Eu previa uma noite de terror em função dessa queda de rendimento do time. Optei por sair de casa. Cansei de me irritar, ainda mais quando soube que o Marco Antônio começaria o jogo como segundo volante. Vi apenas o final, quando Elano deu aquele passe milimétrico para o Pico cruzar no primeiro gol, e depois o Zé Roberto desempatando de falta.

Quer dizer, vi apenas a parte boa.

O Grêmio nesse jogo me lembrou a novela Avenida Brasil. O pessoal passou o tempo sofrendo, passando pelas piores situações, e depois todo mundo, ou quase, acabou feliz, casando, sorridente. O Grêmio contra o Barcelona foi assim. O final foi feliz, mas o que aconteceu antes…

COTAÇÃO ZH

A Zero Hora se superou em sua cotação dos jogos de quarta-feira.

“Marcelo Grohe foi pouco acionado.Não teve culpa no gol à queima roupa.” Ele levou nota 5.

Vejam a do Muriel, que ganhou nota 7: “Uma defesa no chute de Juninho e nada mais fez”.

Alguém consegue entender? Ou explicar?

VELOCIDADE

Luxemburgo há tempo vem falando da falta de velocidade do time. Facundo Bertoglio pode ser esse jogador da velocidade. Ele treinou todo o tempo hoje e pode começar contra o Bahia.

RETRIBUIÇÃO

Melhorou o astral no Inter. Fernandão disse que a auto-estima do grupo cresceu após a importante vitória sobre o Vasco por 2 a 1. O Inter ainda tem esperança de buscar uma vaga na Libertadores.

É quase impossível, mas enquanto há vida há esperança.

O problema é que tem o Palmeiras neste sábado. Em 1999, o Inter precisava vencer o Palmeiras no Beira-Rio para não cair. Venceu. Um gol muito louco do Dunga, de cabeça. Desconfio que tenha sido o único gol de cabeça marcado por Dunga em toda a carreira.

Hoje, quem está ameaçado de rebaixamento é o Palmeiras.

Sabe como é, uma mão lava a outra.

ARENA

Na véspera da eleição no Grêmio, ouvi o Antonini dizer que dependendo dos patrocinadores que o clube conseguisse, talvez os sócios não precisassem pagar ingresso na festa da inauguração da Arena.

É claro que ele já sabia que os sócios teriam de pagar. Ontem, cinco dias depois, ele anunciou que os ingressos serão de 90 reais para cima.

Imaginem se ele diz isso antes da eleição?

Outra coisa, soube que vão gastar mais de 20 milhões de reais nessa festa. É preciso gastar tanto? Não é melhor reservar uma parte para qualificar o time?

Se a festa ao menos fosse a um custo menor para a torcida.