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Blog do Ilgo

O Gre-Nal que Dunga não queria e a 'venda' de Damião

Tudo o que Dunga não precisava agora, quando começa de verdade uma trajetória como técnico de futebol, é de um Gre-Nal contra um adversário que vem com um time reserva.

É aquela história do sujeito que bate em bêbado. Se o Inter vencer, não fez mais que a obrigação. Se perder, é vexame, péssimo para a imagem que alguns cultuam de que Dunga é um técnico vencedor e que com ele os jogadores entram nos eixos e o time desfila organizado e ágil como uma escola de samba do Rio.

O Gre-Nal de amanhã, em Erechim, é, portanto, programa obrigatório.

Sei que não vai faltar alguém para dizer que o Grêmio terá um time misto, porque jogarão Werley e Fernando. Talvez alguns apontem Bressan e Alex Teles também como titulares, já que eles enfrentaram a LDU. Tudo é possível.

O fato é que o Grêmio terá um time reserva reforçado de dois titulares.

Dunga, que não nasceu ontem e conhece como ninguém os caminhos e descaminhos do futebol, já se adiantou ao declarar que o time não está preparado para um jogo de tamanha rivalidade.

Tem razão o Dunga. Mas o Grêmio também não está preparado. Os dois grupos estão em início de temporada. Nesse aspecto, é ruim aos dois. Pior para o Grêmio, que, envolvido com a Libertadores, preserva seus titulares.

É sábia a decisão de poupar o time titular. No ano passado, no Gauchão, o Grêmio perdeu Mário Fernandes exatamente num Gre-Nal, vítima de entrada criminosa de Jackson – engraçado, esses caras só entram assim pra quebrar os bons, nunca num Marco Antônio da vida.

Depois, a vítima foi Kleber, em outra entrada duríssima, que pra mim foi absolutamente desleal, num jogo contra o Cruzeiro se não me engano. Todos sabem o quanto fez falta o Kleber na Copa do Brasil. Ele jogou ainda muito aquém de suas condições ideais.

Então, Gauchão é ótimo para observar jogadores jovens para ver se eles têm algum futuro.

Portanto, faz bem o Grêmio. Se não tivesse a Libertadores, seria outra história.

A NÃO VENDA DE DAMIÃO

Um dia, não tenho nenhum dúvida, a venda de Damião será concretizada. Talvez não para o Tottenham, que parece ser o único clube do planeta interessado no goleador colorado, aliás, um grande centroavante a meu ver.

O clube inglês se curvou à paciência de monge do presidente colorado, o Luigi, habilidoso em arrastar negociações.

Só que agora parece que o dirigente foi longe demais. Os ingleses praticamente desistiram de Damião.

Isso depois de eu ler que eles viriam, agora com certeza absoluta, com 25 milhões de euros – ou seriam libras?, conforme li e ouvi de alguns mais otimistas – na mala para levar o atacante colorado.

Com esse dinheiro, conforme li, o Inter investiria em Nilmar. Investir, na verdade, é um verbo que não cabe quando se trata de colocar uns 8 milhões de dólares num jogador quase trintão.

Há na mídia muitas viúvas de Nilmar. Seguido ele está ‘voltando’ ao… Inter – eu ia escrever Beira-Rio, mas estaria errado. Sem brincadeira, qual é mesmo domicílio do Inter?

Onde os carteiros entregam a correspondência?

Bem isso não vem ao caso.

Não tenho dúvida, então, que daqui a algum tempo alguém da crônica esportiva vai finalmente poder anunciar a venda de Damião – claro que por um valor muito inferior ao que proclamaram várias vezes, sem corar, os ufanistas de plantão – brindando, a quatro mãos:

– Viu? Nós não dissemos que ele seria vendido? Acertamos mais uma.

TORCIDA E PROFISSIONAIS

Enquanto os torcedores se matam, se esfaqueiam, se soqueiam, os profissionais da bola confraternizam, e bem que fazem. Errados estão aqueles torcedores que fazem do futebol válvula de escape para frustrações pessoais e transformam os jogos em guerras.

Confiram: http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/gaucho/ultimas-noticias/2013/02/02/jogadores-da-dupla-gre-nal-evitam-rivalidade-e-confraternizam-em-porto-alegre.htm