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Blog do Ilgo

Favoritismo gremista e temor colorado

O Inter conseguiu o queria: quase nada de gremistas no Gre-Nal.

Não tenho nenhuma dúvida de que a direção colorada está assustada diante da perspectiva de perder o jogo, o que irá complicar muito o planejamento que prevê terminar o ano com Clemer.

O presidente Luigi fala no percentual de 2,5%. Hoje, na Gaúcha, para o Nandro Gross, o secretário de segurança do RS, que presidiu a reunião com a BM e a direção dos clubes, afirmou taxativamente que nunca houve acordo para o segundo jogo. Nunca. Quer dizer, desmentiu o presidente colorado. Senti que o Nando ficou surpreso.

O sr. Airton Michels disse que o Luigi mencionou os 2,5% depois de ficar definido que Inter teria 1,5 mil ingressos. Definição essa que partiu da BM, que não queria nenhum colorado na Arena por alegadas questões de segurança.

Aparte: o Corinthians vai receber 5 mil ingressos para quarta-feira. Agora pode? Ah, a torcida corintiana é composta de anjinhos, claro.

Então, o número de 1,5 mil colorados na Arena não partiu do Grêmio.

Foi aí, segundo o secretário, que Luigi falou nos 2,5% para o segundo clássico. O secretário apartou dizendo que a reunião era apenas, e unicamente, para definir o público do primeiro jogo.

Quer dizer, nunca houve acordo.

O comandante da BM dá a entender que houve acordo, mas suas entrevistas são confusas. O repórter perguntou se ele, o comandante, seria testemunha no caso de uma ação judicial sobre o assunto. Ele titubeou e disse algo assim: não sou testemunha, estava na reunião, mas não sou testemunha.

Estava na reunião e não é testemunha? Não sei o que ele anda falando hoje, mas no começo era uma maçaroca verbal.

Muito diferente do secretário, que foi simples e objetivo. Admitiu que houve tentativa do Inter em fixar o percentual, mas que isso não foi adiante ao menos nessa reunião.

O fato é que o resultado disso tudo é que o Grêmio terá meia dúzia de gato pingado no Centenário.

Sou mais o Nestor Hein, que não aceitou receber os 500 ingressos. Pena que uns gremistas foram lá em Caxias comprar ingressos.

Bom para a BM, que terá menos trabalho, e para o Inter.

Ah, só lembrando que Luigi negociou com a FGF para levar o jogo a Cascavel. Noveletto foi lá e acertou tudo, autorizado por Luigi. Depois, ficou pendurado no pincel, porque o Inter percebeu o prejuízo técnico que teria ao enfrentar um Grêmio com torcida – lá seriam pelo menos 10 mil gremistas.

Mais tranquilo um Gre-Nal sem a torcida do Grêmio, não é mesmo? Parabéns ao Inter.

FAVORITISMO

Com ou sem sua torcida atordoante torcida, o Grêmio é o favorito. Mas já foi favorito outras vezes e não venceu.

O Grêmio é favorito porque tem um time mais consolidado. A diferença de pontos em relação ao Inter deve significar alguma coisa, ou não?

O Inter tem um técnico noviço. Ele está tentando ajustar uma equipe. Lança mão de um guri de 18 anos como volante. Tem uma defesa vulnerável, os números mostram isso.

O problema é que o Grêmio não tem muito poder de fogo para aproveitar essa deficiência que o Clemer anda enlouquecido para corrigir. O s números escancaram a penúria ofensiva tricolor.

Mas, como a defesa colorada é fraquinha, um gol ao menos vai passar.

Já a defesa do Grêmio é uma muralha, como afirmei hoje na rádio Guaíba, ao meio-dia. E tem um goleiro excepcional.

Mas o ataque colorado é perigoso, apesar da fase ruim de Damião.

Ainda assim, acredito que o Inter não fará gol. Meu palpite: 1 a 0 para o Grêmio, gol de Barcos.

Ou então ficaremos no mais provável mesmo: 0 a 0.

Outra coisa, é estimulante um Gre-Nal com juiz de fora.

PRIORIDADE

Penso que a prioridade gremista não deva ser o Gre-Nal. O mais importante, sendo bem pragmático, é bater o Corinthians.

Acho que é por isso que apareceu uma lesãozinha no Rodolpho. Desconfio que o Riveros também será poupado.

Acho que contra o Inter o Grêmio vai com dois zagueiro, três volantes e três atacantes.

Contra o Corinthians será com três zagueiros.

Se eu tivesse que escolher entre vencer o Gre-Nal e vencer o Corinthians, ficou com a segunda hipótese.

Cansei de ‘festejar’ vaga.