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Blog do Ilgo

Vitória a ser comemorada. Com moderação…

O Grêmio levou um sufoco no começo. Só não sofreu gol pela imperícia dos atacantes da Chapecoense e também pela qualidade de Marcelo Grohe.

Então, era previsível que aos poucos a melhor técnica do time gremista acabaria superando o entusiasmo do time muito bem treinado por Gilmar Dal Pozzo, um técnico que tem tudo para um dia trabalhar no Grêmio. Se Enderson pode, por que não Gilmar? Claro, nunca começando com uma Libertadores pela frente ou em meio a um Brasileirão.

Superada a pressão inicial, vi então um Grêmio ofensivo, criativo, comandando as ações com autoridade, encurralando o esforçado adversário. Vi um time com triangulações pelos lados, dribles atrevidos, jogadas tramadas com engenhosidade, cobranças de falta e de escanteio ensaiadas. Enfim, um Grêmio ofensivo e ousado, com dois volantes apenas e três meias para articular jogadas com velocidade, objetividade e brilho.

O parágrafo acima é uma ironia. Acumulei em poucas linhas o que li e ouvi de gremistas entusiasmados com o técnico Enderson Moreira depois do segundo ou terceiro jogo na Libertadores. Desculpem-se, não resisti.

Ah, não posso deixar de registrar que o resultado mais justo será o empate.

O Grêmio continua com problemas. É evidente com o resultado foi excelente, embora todos aqui saibam, sem qualquer vacilo, que a Chapecoense será rebaixada.

O importante é somar pontos. E o Grêmio está conseguindo isso, mesmo sem convencer e dar esperança de que irá melhorar o suficiente para disputar o título. Sim, eu quando analiso o Grêmio penso no título, não em vaga na Libertadores. Muito menos penso em rebaixamento. Pelo menos enquanto as coisas não se definem de forma mais clara.

Por enquanto, o que importa é que o Grêmio está na linha de frente.

Mas pensando adiante tenho a impressão de que todos concordam que muita coisa precisa melhorar.

Se Barcos repetir o aproveitamento excelente que teve hoje em Chapecó, tudo bem. Está aí o centroavante. Mas a gente sabe que o Barcos verdadeiro é aquele em que a exigência é maior, o adversários mais forte e qualificado. E aí Barcos é insuficiente. Chapecoense só mais uma vez.

É preciso contratar um centroavante, um lateral-direito e talvez um esquerdo, já que Wendell está indo embora.

Fico claro, ao menos para mim, que continua faltando um articulador, um jogador que faça o time jogar do meio para a frente.

O Grêmio não tem esse jogador.

Enquanto ele não aparece, o melhor sistema é o de três volantes, que o técnico recuperou no segundo tempo quando viu a Chapecoense crescer. Ramiro entrou e deu mais consistência à marcação.Não adianta jogar com dois volantes e três meias que recuam e cercam -aliás, Dudu chegou a levar um amarelo a dois metros da risca da grande área gremista, de tanto que recuou. Ruiz e Rodriguinho, dois jogadores medianos pelo que vi até agora e pelo histórico, também se confundiram com Edinho e Riveros na marcação.

Então, é pura lorota do sr Enderson de que ele gosta de time ofensivo. Na hora que aperta um pouco, como aconteceu hoje diante da poderosa Chapecoense, ele congestiona a zona de marcação. Até Zé Roberto foi chamado para fechar o meio.

Na frente, Luan participou do segundo gol, o gol que acabaria tendo sua importância aumentada depois que a Chapecoense descontou no finalzinho, dando a impressão de que empataria se tivesse mais uns cinco minutos.

Luan entrou na posição certa pra ele, na frente ao lado de Barcos. Mas não foi bem. No entanto, estava no lance do segundo gol de Barcos, um belo gol, com técnica e perícia na conclusão. Ele esperou Dudu chegar de trás, Duda recebeu e viu Barcos livre. Muito livre. Rolou a bola com precisão.

Barcos teve a frieza que se espera de um matador.

O próximo jogo será contra o Fluminense, na Arena. Quem não lembra o começo de Barcos e aquela atuação esplendorosa e enganadora contra o Flu, no Rio?

Edinho, que levou o terceiro amarelo, não joga. Vamos ver o que o técnico fará. Estou curioso.

Meu palpite do meio para a frente: Ramiro, Riveros, Zé Roberto e Dudu. No ataque, Luan e Barcos.

Alguém aí pensou em três zagueiros?

NEUTON

Gostei de rever o Neuton. Previ um futuro radiante pra ele. Ele surgiu muito bem no Grêmio, vindo da base. Não confirmou, como tantos que nós já vimos. Agora, ele tem futebol para jogar em clube maior, quem sabe o próprio Grêmio.

A realidade é essa: a grande maioria dos jogadores da base não confirma. Mas há que se investir nesse pessoal.

TABELA DE JOGOS

O jornalista Telmo Zanini, que é colorado, trabalha há mais de duas décadas no esporte da Globo. Tem força. Mas o diretor geral, muito acima dele, é o Carlos Schroeder, com quem trabalhei e joguei bola no Correio do Povo. O Carlos é gremista. Então…

Não acredito em tabela conduzida para ajudar o Inter, que, como todos sabem, perdeu muitas vezes para equipes menores dentro do Beira-Rio. Além do mais, não tem galinha morta no brasileirão. Não acredito em maracutaia, mas também não duvido.

INTER

O Inter penou para vencer o Atlético Paranaense no Beira-Rio. Vi parte do jogo. O Atlético saiu na frente no começo do segundo tempo, mas permitiu a virada. O Inter foi melhor e mereceu vencer. O importante é somar pontos. Mas, assim como o Grêmio, o time de Abel tem muito o que melhorar para disputar o título. Agora, se conseguir fazer com que D’Alessandro jogue acima do Mampituba o que joga abaixo, então sai da frente…