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Tricolor quase não levou perigo ao gol palmeirense e saiu derrotado da Arena por 1×0

A situação do Grêmio se complicou. Após a derrota em casa por 1 a 0 na Arena, o time enfrenta uma pressão maior e a responsabilidade de tentar virar o jogo na casa do adversário semana que vem. Se quiser ter chances, o time precisa ser mais agressivo para reverter o placar e passar para a próxima fase da Libertadores.

O time tem mostrado pouco ímpeto ofensivo. Prefere um estilo mais cadenciado, mas que exige certa dose de paciência e também de criatividade para fazer o adversário ceder espaços. Desde a volta da parada, foram 11 jogos e 16 gols marcados, média de 1,45 por partida. Algo que voltou a ficar evidente contra o Palmeiras, especialmente imbuído em não ceder qualquer centímetro próximo da área.

O resultado foi um time com muito mais posse de bola – 70% do tempo – e com o caminho dos lados do campo, justamente o que parecia querer Felipão. Os cruzamentos, quando passavam a primeira barreira, eram sacados por Luan, Gustavo Gómez e Bruno Henrique.

As tentativas próximas da meia-lua encontravam pés adversários. Nenhuma chance clara para os azuis em 90 minutos.

Têm dias que as coisas não vão dar certo como costumam dar para o Grêmio. Não fomos tão bem, mas o Grêmio jogou bem. Talvez o que tenha faltado tenha sido um pouco mais de finalizações. Isso a gente sabe que precisa melhorar – admitiu Renato depois da partida.

O esquema de jogo do Grêmio se repetia. Jogo pelo lado esquerdo, com Everton na tentativa individual ou passe para Juninho Capixaba, sempre o mais aberto do time, em profundidade. Em nenhum momento, por exemplo, houve uma inversão disso para o atacante, geralmente mais rápido e habilidoso, tentar a jogada em velocidade para a linha de fundo e quebrar as linhas.

O Tricolor afunilou o jogo e acabou amarrado. Contra um time muito físico, como disse Kannemann antes da partida, a troca de passes rápida na entrada da área poderia gerar espaços para os atacantes.

Luciano e Diego Tardelli entraram para mudar o panorama, mas o panorama em campo se manteve igual.

A gente vai ter que se preparar melhor, porque faltou o último passe. A gente estava criando, com passe entre linhas, volume de jogo, posse de bola no campo deles, mas faltou mesmo finalização. Vamos trabalhar bem para fazer um grande jogo lá em São Paulo – opinou Matheus Henrique.

Com a derrota, o Grêmio precisa vencer o Palmeiras no jogo de volta para se classificar às semifinais da Libertadores. Se devolver o placar da Arena, a decisão vai para os pênaltis. Em caso de vitória por um gol de diferença a partir de 2 a 1, garante a classificação.

O segundo encontro das quartas de final ocorre na terça-feira da próxima semana, no Pacaembu. Antes, o Tricolor recebe o Athletico-PR pelo Brasileirão, no sábado, às 17h, na Arena, com reservas. A reapresentação ocorre na tarde desta quarta, no CT Luiz Carvalho.

Fonte: GloboEsporte.com

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