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Imortal entra na luta contra o racismo no futebol durante o Gre-Nal 422

O Imortal é o mais novo parceiro da luta contra o racismo no futebol.

No Gre-Nal da noite de ontem, 3, a equipe se uniu ao co-irmão colorado e o Observatório da Discriminação Racial no Futebol para uma série de iniciativas que buscam conscientizar sobre o racismo no esporte.

Antes do início da partida, os jogadores de Grêmio e Inter se juntaram na beira do gramado e seguraram uma faixa com os dizeres “GreNal 422 contra o racismo”.

Além disso, os clubes também estamparam em seus uniformes o patch com a logomarca do Observatório. E, no setor gold da Arena foi exibida uma faixa com a hashtag #chegadepreconceito.

De acordo com o site oficial do Grêmio, a campanha visa “o combate a intolerância e todo o tipo de discriminação, dentro e fora de campo.”

Ídolo do Imortal, Roger Machado foi responsável por dar destaque à campanha

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Foto: EC Bahia

A campanha #chegadepreconceito, do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, já fez outras ações durante o Campeonato Brasileiro dessa temporada.

Uma delas foi durante o confronto entre Fluminense e Bahia, no último dia 13 de outubro. O jogo marcava o encontro entre os dois únicos treinadores negros da elite do futebol nacional: Roger pelo Bahia e Marcão pelo Fluminense.

Ambos entraram e comandaram a partida com a camisa do Observatório. No fim, o tricolor carioca venceu o baiano pelo placar de 2 a 0, mas o que chamou a atenção foi a entrevista coletiva do treinador do Bahia ao fim da partida.

Questionado sobre a importância de haver treinadores negros na elite do futebol nacional, o ídolo do Imortal de uma aula sobre racismo, e mostrou que a sociedade ainda tem muito o que aprender sobre discriminação.

– A gente precisa falar sobre isso. Precisamos sair da fase da negação. Nós negamos. “Ah, não fala sobre isso”. Porque não existe racismo no Brasil em cima do mito da democracia racial. Negar e silenciar é confirmar o racismo. Minha posição como negro na elite do futebol, é para confirmar isso. – afirmou Roger Machado.

O treinador ainda completou:

– O maior preconceito que eu senti não foi de injúria. Eu sinto que há racismo quando eu vou no restaurante e só tem eu de negro. Na faculdade que eu fiz, só tinha eu de negro. Isso é a prova para mim. Mas, mesmo assim, rapidamente, quando a gente fala isso, ainda tentam dizer: “Não há racismo, está vendo? Vocês está aqui”. Não, eu sou a prova de que há racismo porque eu estou aqui.

#chegadepreconceito

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