Conheça o América de Cali, primeiro adversário do Grêmio na Libertadores

11 anos depois, equipe colombiana está "babando" pela competição

Amanhã, o Grêmio estreia a sua caminhada na Taça Libertadores, jogando contra o América de Cali, no Estádio Pascual Guerrero, na Colômbia. Esse é o primeiro de seis jogos que o tricolor terá na fase de grupos da competição, que ainda terá como adversários o Universidad Católica e o Internacional.

O time é um dos mais tradicionais do país, sendo campeão do Campeonato Colombiano por 14 vezes. Como a competição funciona no sistema de dois torneios nacionais por ano, o clube foi vencedor do Clausura, o segundo da temporada. Foi a primeira vitória desde 2008. Dessa forma, a equipe retornou a Libertadores após 11 anos.

O América de Cali teve tempos de glória nos anos 80. Liderado pelo meio-campista Ricardo Gareca, a equipe colombiana conquistou o pentacampeonato nacional, além de ser uma das mais temidas na Libertadores. Em 1985, 1986, 1987, o time chegou à final da competição, mas bateu na trave nas três oportunidades. Em 1996, uma nova chance e um novo vice-campeonato.

E o técnico dos Diablos Rojos, como é conhecida a equipe no país, é brasileiro. Alexandre Guimarães foi jogador durante toda a carreira em equipes costarriquenhas, onde se naturalizou devido ao seu pai. Sabendo da importância da Libertadores para os torcedores do América, o treinador poupou titulares durante o confronto contra o Deportivo Cali, clássico local. Mas, de acordo com ele, a torcida está “salivando” pela estreia na competição continental.

– Tínhamos que focar neste jogo, era um clássico. Mas os jogadores estão salivando por este jogo (…) Tenho que agradecer à torcida, foi tremenda para nós. Era o momento que a gente precisava esse empurrão para dar um pouco mais. Foi espetacular e nota 10 para eles. E sei que na terça vai estar mais cheio que isso e vai nos ajudar – afirmou Guimarães, treinador do América de Cali.

Partida entre América de Cali e Grêmio deve ter mais de 40 mil espectadores

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Foto: Divulgação/América de Cali

No último sábado (29/02), o América de Cali enfrentou o seu maior rival, o Deportivo Cali, dentro de casa, no Estádio Pascual Guerrero. A partida era válida pela sétima rodada do Apertura, campeonato nacional do primeiro semestre. Sabendo do jogo decisivo da próxima terça-feira, Alexandre Guimarães foi sem três titulares: o lateral-esquerdo Velasco, os meias Duvan Vergara e Yesus Cabrera.

A partida parecia simples na etapa inicial. Na metade do primeiro tempo, o volante do Deportivo, Jhon Vásquez, foi expulso, e a vitória dos Diablos Rojos parecia ser questão de tempo. No entanto, a equipe verde e branco abriu o placar, deixando América de Cali em situação desconfortável durante toda a segunda etapa. Com muita pressão e na base do “abafa”, os donos da casa conseguiram chegar ao empate com Sierra, evitando a segunda derrota seguida em clássicos.

O globoesporte.com considerou a pressão no campo ofensivo como grande arma da equipe colombiana. O time de Alexandre Guimarães costuma atuar em um 4-3-3, sendo um time muito físico, mas com dificuldades criativas. O grande trunfo do Grêmio poderá estar na bola aérea, que mostrou ser um ponto fraco dos Diablos Rojos. Com um homem de referência de grande impulsão como Diego Souza, o tricolor pode ter vantagem pelo alto.

Mesmo com um time não tão imponente quanto os grandes esquadrões do America de Cali nos anos 80, retornar à disputa de uma competição é importante para a autoestima de sua torcida. Depois de 11 anos, a equipe colombiana terá a chance de mostrar todo o seu potencial e tentar, mais uma vez, acabar com a sina de não conquistar o torneio. Mesmo em um grupo complicado, os torcedores não perdem as esperanças.

– É uma partida importante para o América, que está há muito tempo sem jogar Libertadores. É uma equipe grande da Colômbia, vai jogar contra um campeão de dois anos atrás. E Inter também, é como América e Deportivo, como se jogassem o clássico na Libertadores. Futebol em alto nível nestes dias – disse César Hurtado ao globoesporte.com.

As respostas sobre o que o América de Cali pode proporcionar aos seus adeptos em uma competição continental serão respondidas amanhã, num Pascual Guerrero lotado, com previsão de mais de 40 mil pessoas. Para o Grêmio, o primeiro desafio de reconquista da América do Sul é longe de sua torcida, mas o time, que é o cabeça de chave do grupo, entra como franco favorito.

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