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Maicon fala sobre Gre-Nais e futuro no tricolor

Com 34 anos, meio-campo já pensa em vida após pendurar as chuteiras

O volante e capitão Maicon, que está desde 2015 no Grêmio, caminha para os últimos passos da sua carreira. Revelado em 2003 pelo Madureira, o jogador teve passagens por grandes clubes do Brasil e do exterior, e acumulou conquistas por onde atuou. A camisa tricolor foi a que mais vestiu durante sua trajetória: foram 203 vezes com o manto do Imortal.

Isso, somado aos títulos conquistados com o clube, tornaram Maicon um símbolo de liderança dentro e fora dos campos. O jogador assumiu esse papel em momentos importantes da equipe, como a conquista da Copa do Brasil de 2016, quando colocou Marcelo Grohe, goleiro e ídolo tricolor e Gabriel, zagueiro que estava na equipe desde 2014, mas uma série de lesões o afastaram definitivamente dos gramados, para levantar a taça de campeão.

Esses episódios tornaram Maicon um jogador querido pelo elenco, comissão técnica, diretoria e demais funcionários do clube. Com 34 anos de idade, porém, sua carreira não terá muito tempo. Por isso, o jogador já pensa no que fazer após o fim do seu tempo nos gramados. Ao RBS TV, ele falou sobre o que planeja após pendurar as chuteiras.

– Quando eu parar, vou fazer os cursos na CBF para isso. Quem sabe… Mas não é o meu objetivo principal no momento, tenho vontade de jogar até 2022. Falta pouco… Pode ser que chegue e eu queira jogar mais um pouco. Talvez eu façar um curso de gestão, porque que me encaixo bem nessa situação de ajudar os jogadores que estão subindo da categoria de base. Sou um cara muito correto, procuro sempre falar a verdade, não importa se vai doer ou não. Quero fazer um trabalho que me dê liberdade e autonomia – declarou.

Briga com D’Alessandro e Gre-Nal histórico: Maicon considera clássico diferente dos demais

Com cinco anos de clube, Maicon participou dos principais Gre-Nais do século. O jogador desembarcou em Porto Alegre em um momento de retomada da autoestima do tricolor com a conquista de grandes títulos. Mas isso não era assim na primeira temporada do volante no Grêmio, em 2015. No entanto, um jogo marcou a virada da década para o Imortal: os 5 a 0 diante do rival em 2015.

Para o jogador, o Gre-Nal é um clássico diferente dos demais porque mexe com toda a cidade de Porto Alegre. O placar elástico acabou marcado justamente por se tratar de uma divisão entre apenas dois clubes em toda Porto Alegre. Naquela partida, Giuliano, Fernandinho, Luan (2x) e Réver (contra) marcaram para o tricolor.

– Sem dúvida. Um clássico assim é especial. Um jogo que mexe com a cidade toda. Você vai nas ruas e o torcedor diz: “Pô, não pode perder”. Um clássico diferente dos que eu já joguei em outros estados, então sempre fica marcado quando ganha, ainda mais pelo placar que foi – explicou.

Outro episódio que ficou marcado na carreira do atleta aconteceu no Campeonato Gaúcho de 2018. Na ocasião, Maicon havia sido o capitão da equipe na vitória por 2 a 1, pela última rodada da competição. Os dois se estranharam no cara ou coroa, antes mesmo da partida começar. O meia explicou que na ocasião ele estava apenas tentando defender os interesses do Grêmio.

– Cada um vai defender o seu lado, ninguém quer perder. Independente se é clássico ou não, eu sempre vou entrar para defender minha equipe e vencer. As coisas que acontecem dentro de campo ficam ali. Nós somos profissionais, companheiros de profissão, pais de família. Só que dentro de campo eu me transformo, viro outra pessoa e quero ganhar sempre. Quando estiver vestindo a camisa do Grêmio, vou procurar fazer o meu melhor – completou.

Com 203 jogos com a camisa tricolor, Maicon terá de esperar mais tempo para continuar sua trajetória de conquistas com o Grêmio. Com a parada das competições devido a pandemia de Covid-19, é possível que o volante e seus companheiros só voltem aos gramados no segundo semestre de 2020.

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