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Dirigente do Grêmio defende unificação do calendário brasileiro com europeu

Klauss Câmara escreveu para o globoesporte.com sobre o tema

Nessa terça-feira (31), o diretor executivo do Grêmio, Klauss Câmara, foi convidado pelo globoesporte.com para comentar sobre os efeitos da pandemia de coronavírus no futebol brasileiro. Desde a segunda metade do mês de março, as competições no País estão paralisadas, o que trará consequências futuras no calendário dos campeonatos regionais e nacionais.

A diretoria do Grêmio, por exemplo, concedeu férias coletivas aos elencos profissionais e de aspirantes, além da comissão técnica e membros do departamento de futebol. As medidas respeitam as recomendações da Organização Mundial da Saúde, que descrevem a necessidade de isolamento social como medida de prevenção ao contágio da doença.

Mesmo assim, os casos de coronavírus aumentam de forma significativa no País, mesmo com a ausência de um número suficiente de testes rápidos para a população. Até a tarde de terça, mais de 5,8 mil pessoas já haviam sido infectadas pelo Covid-19, e o número de mortes era de 202.

Dessa forma, a possibilidade de que o futebol fique paralisado por um tempo maior que o esperado por entidades e clubes pode gerar problemas no âmbito financeiro. A dificuldade de gerar receitas pode acabar com o planejamento dos times para a temporada, além de criar uma expansão das dívidas.

Diretor-executivo do Grêmio critica modelo atual do calendário brasileiro e propõe mudança

Em seu texto, Klauss apontou os problemas do modelo atual do calendário brasileiro. Diferentemente do usado na Europa e em alguns países da América do Sul, o Brasil tem o início das suas competições nos primeiros meses do ano, e encerra suas datas em dezembro, enquanto os europeus começam em agosto e terminam em maio.

O dirigente criticou o calendário com poucos espaços, com grande acúmulo de partidas que criam um desgaste maior na parte final das competições. Além disso, ressaltou a disparidade entre as janelas de transferência do Brasil e do exterior, que faz com que os clubes do País percam seus principais ou mais promissores atletas no meio da temporada.

– O modelo atual não permite uma pré-temporada adequada para os grandes clubes nem prevê calendário cheio para os clubes menores. O acúmulo de jogos gera queda de rendimento no período crucial das decisões. Além disso, como as janelas de transferência ocorrem em períodos opostos aos dos principais mercados, ocorrem perdas de atletas importantes no meio da temporada, e fica mais difícil fazer grandes vendas no momento de necessidade orçamentária – escreveu.

O Grêmio e outros clubes buscam soluções para resolver os problemas gerados pela paralisação das competições por conta da Covid-19. Nos próximos dias, novas reuniões deverão ser feitas pela Confederação Brasileira de Futebol e os clubes, quando eles decidirão sobre um novo adiamento dos torneios.

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