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Maicon fala sobre carreira e mudança de posição

Jogador, que começou como 10, se tornou "caça-craque"

Aproveitando o período de paralisação dos campeonatos por conta do coronavírus, o volante Maicon participou de uma live no Instagram com Reinaldo, ex-atacante e companheiro do jogador nos tempos de Figueirense. Em uma conversa descontraída, o capitão gremista falou sobre sua carreira.

Por falar na braçadeira, o jogador explicou como foi o processo para chegar à liderança da equipe dentro de campo. Maicon desembarcou em Porto Alegre em 2015, e foi Roger Machado quem o alçou a posição de capitão do time. Ele lembrou que isso aconteceu logo depois que Rhodolfo foi transferido para o Besiktas, deixando vaga a faixa.

– Durante os treinamentos ele cobra muito, fala muito, cobra intensidade. Ele via que eu me comunicava bastante também. Por exemplo, a gente fazia um joguinho, o outro time fazia jogada e saía o gol, eu falava: “boa, isso aí”. Incentivava o adversário. Ele começou a ver que eu me comunicava bastante e cobrava. O capitão do time era o Rhodolfo, que foi vendido para o Besiktas. Ele me chamou e falou: “a partir de agora, tu és o capitão do time”. “Pô, mas eu cheguei agora”. “Dos jogadores que eu tenho, o capitão do time é você”. Aí as coisas foram embora – relembrou.

Desde então, Maicon se tornou um líder dentro e fora de campo. Em 2016, ao lado de Marcelo Grohe e Gabriel, levantou a taça de campeão da Copa do Brasil. Com Renato Portaluppi, o jogador reveza a braçadeira com Geromel, atual capitão do tricolor.

“Virei volante, virei caça-craque” fala Maicon sobre a mudança de posição

Quando iniciou a carreira, no Fluminense, Maicon jogava como o homem mais adiantado do meio-campo, o camisa 10. No entanto, quando se transferiu para a Europa, teve que se adaptar para manter a titularidade. Ao retornar para o Brasil, se tornou de vez volante e explicou a mudança.

– Eu era camisa 10, do meio para frente só. Lá na Alemanha, o treinador jogava com linhas de quatro, dois volantes, dois beiradas e dois atacantes. Eu não tinha velocidade para jogar nas beiradas, aí recuei para volante. Cheguei no Figueirense, voltei para 10. Fui para o São Paulo, dois volantes. Virei volante, virei caça-craque – brincou.

Na Alemanha, além da mudança de posição, Maicon também adquiriu uma experiência diferente que no Brasil. De acordo com o volante, o período no Duisburg fez com que ele entendesse o futebol, já que havia atuado pouco no início da carreira. Isso fez com que sua carreira fosse alavancada.

– Até então eu achava que o futebol era só ali no Rio. Porque eu joguei no Madureira, no Fluminense e depois no Botafogo. Daqui a pouco, vendido do Madureira para Alemanha. Foi uma situação que me fez acordar de vez, entender o que era o futebol. Depois, voltei para o Figueirense, onde tive mais oportunidade para jogar. Ali deu uma alavancada na carreira – declarou.

Maicon, assim como o restante do elenco, segue em quarentena. Até o próximo dia 21, os jogadores do Grêmio estão em férias coletivas, podendo serem prorrogadas em mais 10 dias se a situação da pandemia de coronavírus não melhorar no País e as competições seguirem paralisadas.

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