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Grêmio se prepara para mudanças no mercado após crise do coronavírus

Clube especula queda de valores, mas acredita que desvalorização do real pode compensar

O Grêmio se prepara para o novo panorama do mercado futebolístico após o fim da crise gerada pela pandemia de coronavírus. O clube já projeta sua readequação, estudando as possibilidades do esporte depois da parada. Com a necessidade de quarentena, a economia como um todo será afetada, e isso causará impacto dentro das quatro linhas.

O CEO do clube, Carlos Amodeo, entrou em contato com o globoesporte.com para falar sobre o futuro do Grêmio e do futebol em geral ao fim das paralisações. Mesmo com o cenário desfavorável, o dirigente crê numa desvalorização do real frente as outras moedas. Dessa forma, os clubes poderão ganhar quantias semelhantes às janelas anteriores, quando o mercado tinha ofertas com grandes valores.

— Tivemos, desde o início da pandemia, uma desvalorização do real na ordem de mais ou menos 20%. Se os valores absolutos dos negócios em moeda estrangeira forem de 10% a 20% menores do que originalmente seriam, em reais os clubes brasileiros receberão os mesmos valores — explicou o CEO.

No Grêmio, dois nomes são unanimidade em relação às negociações com clubes do exterior. Tratam-se do volante Matheus Henrique e do atacante Everton, que estão sendo monitorados pelos times europeus e possuem grandes chances de sair na próxima janela. Mesmo com as cifras mais baixas que atualmente, o valor de mercado de ambos é alto, comparado aos outros atletas do elenco.

Dirigente do Grêmio vê incerteza no mercado após retorno

Mesmo com a esperança de que a desvalorização do real consiga gerar um bom retorno financeiro nas negociações, Carlos Amodeo vê o momento como de incerteza. Não se sabe como serão os prazos para compra e venda de jogadores, tampouco quando os campeonatos irão retornar. A Fifa já sinalizou com a ideia de estender a janela da próxima temporada, mas ainda não bateu o martelo.

— O mercado vive um momento de incerteza. Com esse momento, podemos ter sim variações importantes de comportamento do mercado, seja de patrocinadores, do público em geral, de potenciais clubes estrangeiros interessados em adquirir atletas de clubes brasileiros. Vamos ter uma nova dinâmica nas relações profissionais relativas ao mercado do futebol — afirmou.

Com o Campeonato Brasileiro podendo continuar até 2021, é possível que contratos sejam encerrados antes do término do torneio. O que se estuda é a prorrogação automática dos vínculos até o fim das competições. Por enquanto, não há nada de concreto, apenas especulações que serão decididas quando a situação de pandemia se normalizar. Na América do Sul, não há previsão de retorno do futebol.

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