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“Queria jogar pelas pessoas” afirma Cebolla Rodriguez sobre sua passagem pelo Grêmio

Em entrevista, meia recorda sua passagem pelo tricolor e tentativa de treinador em fazer com que fosse para o rival

Christian “Cebolla” Rodriguez chegou ao Grêmio com grande aceitação da torcida. Contratado em 2015 após uma boa participação na Copa do Mundo pela seleção uruguaia, o atacante era uma esperança para tirar o tricolor da fila de títulos, mas a história foi totalmente diferente. Ao site globoesporte.com, o jogador falou sobre a chegada em Porto Alegre e o fracasso com a camisa gremista.

Cebolla chegou ao Grêmio em março de 2015 e atuou 65 minutos na estreia com vitória diante do Cruzeiro-RS por 2 a 1. O jogador foi elogiado, mas logo sofreu o primeiro baque com a camisa tricolor: no dia seguinte, a Associação Uruguaia de Futebol revelou uma lesão na coxa direita do atacante. Logo depois, uma suspensão herdada do Parma, seu clube anterior, o tirou de mais quatro partidas.

Durante a suspensão, a comissão técnica e o departamento médico do clube esperavam o seu retorno entre as quartas-de-final ou as semifinais do Campeonato Gaúcho, o que não aconteceu. A lesão aumentou e a insatisfação da torcida também. O estopim foi a presença de Cebolla no Rodeio de Porto Alegre e na Expointer – feira internacional de agropecuária, em Esteio, região metropolitana de Porto Alegre.

— Sou gaúcho de naturalidade, gosto de fazenda, do campo. Acho que os gremistas gostam muito disso. Foi uma mudança muito forte. Meu primeiro jogo foi cinco dias depois que cheguei, aí me machuquei. Lesão era 40 a 50 dias para recuperar e eu tinha três meses (de contrato). Ou seja, não dava para recuperar — contou o jogador.

Seu grande retorno ficou para o dia 26 de abril, data da primeira partida da decisão do Campeonato Gaúcho. Cebolla entrou aos 24 minutos da etapa final e animou a comissão técnica que esperava contar com o jogador na segunda partida. Uma lesão descoberta na panturrilha direita, na sexta-feira antes da decisão, o tirou do banco mais uma vez. Era o fim da passagem do uruguaio pelo tricolor com apenas 89 minutos jogados.

— Fiquei com uma tristeza enorme. Por isso fui embora, nem cobrei o restante do contrato. Tentei voltar, mas não me sentia pronto. Joguei o Gre-Nal machucado. Queria jogar pelas pessoas — recordou.

Além da ausência de Cebolla, o tricolor também ficou sem o título estadual e não conquistou nenhuma das outras competições na temporada. O jogador, que pertencia ao Atlético de Madrid, foi vendido ao Independiente, da Argentina, onde ficou até se transferir para o Peñarol, do Uruguai. Antes que vestisse a camisa tricolor, no entanto, quase foi o rival Inter que contou com o atleta. O atacante recorda que Diego Aguirre, treinador do clube na época, tentou contratá-lo no começo de 2015.

— Diego Aguirre me ligou para jogar no Inter em 2015, mas agradeci a ele. Outras equipes me contataram, mas não deu certo — afirmou.

Com 34 anos de idade, Cebolla pensa em se aposentar no clube que o projetou para o futebol, o Peñarol. Hoje, o camisa 7 atua como meia e é presença constante nas competições internacionais. O jogador também serviu à seleção uruguaia em duas Copas do Mundo, em 2014 e 2018. O jogador aguarda as orientações da federação de futebol do Uruguai para o retorno das atividades do futebol no país.

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