Grêmio dá sinais de desmobilização na reta final do Brasileiro

O Grêmio ainda tem o que disputar no Brasileiro, mas a impressão que eu tenho é de final de festa. O técnico Renato, ao chamar pra briga os colorados da mídia após a derrota para o Flamengo, sinalizou que encheu o saco.

Ele parece ansioso para entregar as chaves. As malas já estão junto à porta. Não o condeno. Afinal, são mais de quatro anos de convívio nem sempre harmonioso com a imprensa e alguns setores da nação tricolor.

No Rio, já se comenta que Renato fica apenas até a CB. Eu também acho.

Renato vai cumprir seu contrato/acordo com o presidente Romildo Bolzan. Vai dar o melhor de si, mas eu no lugar dele estaria contando os dias para deixar pra trás os “perseguintes”, como dizia o técnico Ênio Andrade, com quem Renato trabalhou em seu começo ainda no Olímpico.

O ‘velho’`Ênio costumava dizer, brincando, que parte do seu salário nos clubes era para atender/aturar a imprensa. Em especial a gaúcha, onde a rivalidade Grenal transcende os limites do bom senso e da tolerância, do respeito ao próximo.

Renato ainda tem dois objetivos: conquistar uma vaga direta para a Libertadores e a Copa do Brasil, que dá ao campeão um prêmio milionário:

54 MILHÕES DE REAIS.

Se não me engano o dobro do que o clube ganhou com a venda de Luan para o Corinthians.

Mas antes da grande decisão, o Grêmio tem o Coritiba. E aí é que me preocupo. O clima de fim de festa pode atingir os jogadores, e, quem sabe, até o treinador.

O que realmente me preocupa é que o time vai jogar neste domingo, 16h, em Curitiba, com um time misto, por razões diversas.

Não jogam Kannemann, Geromel, Matheus Henrique e Diego Souza. Tudo indica que Pepê, que já sonha com bacalhau, também está fora.

Eu até não me preocuparia tanto se Ferreira estivesse dando a resposta que dele se espera. Vale o mesmo para Jean Pyerre. Imagino a disposição dele jogando no Couto Pereira, contra um candidato ao rebaixamento…

Mas há algo de positivo: Isaque pode ser o ‘9’, já que Churin é dúvida. Então, já chance de um ataque móvel, com muita movimentação na frente. Gosto disso.

No mais, estou preparado para uma tarde tensa neste domingo.

IMPRENSA

Se alguém pensa que Renato pegou pesado contra a imprensa gaúcha, é porque não viu, ou não lembra, do ataque de fúria do técnico Abel, em 2014.

Um trecho:

Abel Braga vociferou contra os críticos de seu trabalho no Internacional. Nesta sexta-feira, o treinador chamou um repórter de mentiroso e um comentarista de esclerosado. Exaltado ao falar do tema, o técnico ainda pediu que as fontes do jornalista fossem reveladas e afirmou que o trabalho dos profissionais viraram ataques pessoais a ele. A bronca de Abel foi com o comentarista Wianey Carlet, da rádio Gaúcha e colunista do jornal Zero Hora. E também com o repórter Leandro Behs, do mesmo diário. “De repente a função do D’Alessandro (suspenso) o Wianey pode fazer. Ele pode fazer, sabe de tudo. Ele só não sabe que a torcida me ama. E me ama por eu ser correto, honesto, homem. Isso aí… –

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