Jogador e técnico ao mesmo tempo? Confira 6 atletas que acumularam funções em suas carreiras

No futebol, alguns atletas, antes de encerrarem em definitivo as suas carreiras dentro dos gramados, acumulam funções dentro do clube. Não são raros os casos de alguém que foi jogador e técnico ao mesmo tempo.

Normalmente, isso corre quando um atleta tem muita identificação com o clube que está atuando, além da liderança dentro das quatro linhas. Com a vaga deixada pelo antigo treinador, surge a proposta da diretoria e o jogador aceita, atuando como jogador-treinador.

Grandes nomes do futebol mundial já desempenharam essa função, com alguns atuando por um clube e treinando a seleção do próprio país simultaneamente. Separamos aqui alguns casos de atletas que não pararam de atuar e desempenharam a função de treinador à beira dos gramados mundo afora.

Confira alguns atletas que foram jogador e técnico ao mesmo tempo em suas carreiras

Gattuso — Sion-ITA

Gattuso como jogador-treinador do Sion
Foto: Reprodução/FC Sion

Em 2013, o volante Gennaro Gattuso já estava perto da aposentadoria após 18 anos como profissional. Depois de se despedir do Milan e ir atuar no Sion, o jogador começou a sua transição para a beira do gramado. No modesto clube italiano, Gattuso acumulou funções em 2013, seu último ano como atleta, e ficou no comando do clube durante treze partidas, quando se transferiu para o Palermo.

Romário — Vasco da Gama

Romário jogador-treinador do Vasco
Foto: Reprodução/Vasco

Em 2007, Romário completava 41 anos e caminhava para o fim de sua carreira no clube que o revelou, o Vasco da Gama. Após ser artilheiro do Brasileirão com 39 anos em 2005 e chegar ao gol 1000 em maio de 2007, o jogador teve um novo desafio na carreira.

Após a demissão de Celso Roth, o baixinho acumulou a função de jogador e técnico ao mesmo tempo durante a vitória contra o América-MEX, pela Copa Sul-Americana. A vitória, no entanto, não classificou a equipe para a próxima fase da competição.

Roberto Carlos — Anzhi-RUS

Roberto Carlos jogador-treinador do Anzhi
Foto: Reprodução/Anzhi

Em 2011, Roberto Carlos deixou o Brasil pela última vez para o derradeiro desafio da sua carreira. Jogando no clube russo Anzhi, o lateral foi anunciado o treinador da equipe em setembro daquele ano, quando começou a dividir o comando da equipe com Andrey Gordeyev, seu auxiliar. Depois, Andrey continuou como o interino, e o campeão do mundo, que parou de jogar em 2012, virou o auxiliar.

Ruud Gullit — Chelsea-ING

Ruud Gullit foi jogador e técnico ao mesmo tempo no Chelsea
Chelsea’s Player/Coach Ruud Gullit. (Photo by Dave Shopland/Chelsea FC/Press Association Image) (Photo by Dave Shopland/Chelsea FC via Getty Images)

Ruud Gullit já se aproximava da aposentadoria em 1995, quando chegou ao Chelsea, o último clube de sua carreira. Um ano mais tarde, o jogador foi convidado a acumular a função de técnico da equipe.

No comando dos Blues, Gullit conseguiu levar os londrinos ao título da FA Cup, algo que na época era inimaginável para equipe, ainda sem investimento financeiro milionário como atualmente. Em 1998, o holandês deixou o Chelsea e também se aposentou dos gramados.

Ryan Giggs — Manchester United-ING

Ryan Giggs foi jogador e técnico ao mesmo tempo do Manchester United
Foto: AFP

Após a saída de Alex Ferguson do comando dos Red Devils, o clube passou por um vácuo de poder. A experiência com David Moyes não deu certo, então o clube apostou em Ryan Giggs para comandar a equipe durante o fim da temporada 2013/2014.

Sob o comando do ídolo da equipe, o Manchester obteve duas vitórias, um empate e uma derrota. No fim da temporada, o jogador decidiu se aposentar e se tornou membro da comissão técnica do clube. Hoje, o treinador comanda a seleção do País de Gales.

George Weah — Seleção da Libéria

Weah foi jogador do Olympique de Marselha e treinador da seleção da Libéria ao mesmo tempo
Foto: Getty Images

George Weah é um caso único. Primeiro africano a se tornar melhor jogador do mundo em 1995, o atacante é um ídolo no seu país. Em 2001, quando ainda era atacante do Olympique de Marselha-FRA, a federação da Libéria convidou o jogador a ser treinador da seleção principal.

Weah aceitou e disputou as eliminatórias da Copa do Mundo pela seleção liberiana, sendo um caso de jogador e técnico ao mesmo tempo de time diferentes. O lendário atacante não conseguiu classificar os africanos para a Copa de 2002, mas isso não apagou o amor dos liberianos por ele, que hoje é o presidente (isso mesmo) do país.

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