Descubra qual a maior goleada do futebol mundial; O placar é INACREDITÁVEL!

Atualmente, o futebol mundial é bastante equilibrado. Mesmo com times com muitas estrelas e outros com pouco investimento, a diferença de gols não é tão grande quanto desses placares.

A maior goleada do futebol mundial, oficialmente, é da terceira divisão do Equador, disputada no dia 22 de maio de 2016 entre Pelileo Sporting e Indi-Native Nawpa, pela segunda rodada do grupo 3 da competição.

O Pelileo, liderado pelo atacante Ronny Medina, venceu por incríveis 44 a 1. Só Ronny marcou 18 pela equipe. Essa partida foi presenciada por apenas 200 pessoas, que provavelmente não esperavam que ela entraria para a história do futebol mundial.

Essa é, oficialmente, a maior goleada já registrada no esporte, desde a sua fundação. No entanto, existe uma história curiosa sobre outra partida com um placar muito maior que aconteceu em 2002, em Madagascar.

A história da maior goleada não-oficial do futebol

O campeonato malgaxe não é, provavelmente, um dos mais populares entre os amantes do esporte. Mas foi lá que aconteceu um dos episódios mais inusitados do futebol, que gerou consequências enormes tanto para o futebol do país quanto para o campeonato nacional.

E para contar a história, é necessário voltar para o ano de 2001, quando o Stade Olympique de l’Emyrne Antananarivo se tornou o campeão nacional pela primeira vez em sua história, liderados pelo capitão da seleção malgaxe, o zagueiro Mamisoa Razafindrakoto.

Em 2002, a equipe buscava o bicampeonato e fez uma boa campanha na competição, chegando aos playoffs do torneio, que na época era disputado em um quadrangular final. Além do SOE Antanarivo, o Adema, o Ambohidratrimo e o DSA Atsimondrano também estavam na disputa.

A disputa da competição acontecia na mesma cidade, Toamasina, que era o centro do futebol nacional. Para ser campeã, a equipe deveria terminar na primeira colocação do quadrangular. Na época, Adema e SOE disputavam ponto a ponto o título.

Na penúltima rodada, o SOE estava atrás do Adema, e precisava vencer o DSA Atsimondrano para se manter na corrida pelo campeonato. E a vitória estava acontecendo, até que o árbitro Benjamin Razafintsalama assinalou um pênalti para o DSA, que empatou a partida e colocou o título nas mãos do Adema.

A marcação do pênalti gerou revolta entre todos os jogadores dos atuais campeões, que perderam a chance do bi. Se vencesse, a equipe enfrentaria o Adema na última rodada pelo troféu, mas perdeu a oportunidade. O treinador da equipe, Ratsimandresy Ratsarazaka, furioso com a situação, declarou aos repórteres que faria uma surpresa na última rodada.

É aí que a história da maior goleada da história do futebol começa.

O novo campeão, Adama, e o vice-campeão SOE entraram no gramado do Estádio Municipal de Toamasina para a disputa da última rodada da competição. Ratsarazaka mandou o time titular para o confronto, e não havia nenhuma pista do que poderia acontecer até ali. Mas, quando o mesmo árbitro da última partida, Benjamin Razafintsalama, apitou o início do confronto, um momento inusitado começou.

Obrigados por Ratsarazaka e com o aval do do zagueiro Razafindrakoto e do capitão Andraniaina, o SOE chutou a bola para dentro do próprio gol para abrir o placar da partida, deixando todos que não sabiam do plano atônitos, o que causou revolta na torcida.

Ao longo dos 90 minutos, o SOE continuou com a bola e marcou incríveis 149 gols contra a própria meta, gerando a maior goleada de todos os tempos. Os torcedores, revoltados com a situação, se dirigiam até as bilheterias do estádio para pedir reembolso.

As consequências para o SOE, Ratsarazaka e Razafindrakoto foram terríveis. O clube foi banido por 10 anos de competições e nunca mais venceu um torneio. Ratsarazaka, Razafindrakoto, Andraniaina e outros jogadores receberam punições, mas seguiram as suas carreiras, muitos deles sendo transferidos.

Por conta da forma inusitada como os gols foram marcados, essa não é considerada a maior goleada de todos os tempos. Outras partidas tiveram um placar de mais de 100 gols, mas também não foram oficializadas. Mas, na história, nenhuma superou o confronto do dia 31 de outubro de 2002, na pequena ilha africana.