Conheça o Independiente del Valle, adversário do Grêmio na terceira fase da Libertadores 2021

Equipe era treinada por Miguel Ángel Ramirez, atual técnico do Internacional

Nesta quarta-feira (7), o Grêmio terá o seu segundo desafio na Libertadores da América de 2021. Dessa vez, o adversário é o Independiente del Valle, equipe equatoriana que vem ganhando expressão no continente nos últimos anos, principalmente pelo estilo de jogo implementado pelo seu antigo treinador, Miguel Ángel Ramirez, atualmente no rival Internacional.

O Club de Alto Rendimiento Especializado Independiente del Valle foi criado em 1958, na cidade de Sangolquí, na região metropolitana de Quito. Na maior parte da sua sexagenária história, a equipe disputou os campeonatos regionais do Equador, ganhando apenas o acesso à primeira divisão nacional em 2010. E foi na última década que a equipe apareceu para o cenário continental, decidindo os dois maiores torneios da América do Sul.

A década de glória e a Era Miguel Ángel Ramírez

Se hoje, o Independiente del Valle é considerado um time perigoso no continente, isso não acontecia há pouco mais de uma década. Mesmo com sua ascensão à elite do futebol equatoriano, os Rayados del Valle não conseguiram ainda impor sua força na competição e até hoje não se sagraram campeões nacionais da primeira divisão.

Foi no ano de 2015 que a história começou a mudar para a equipe, quando o espanhol Miguel Ángel Ramírez assumiu o comando do time. A equipe fez uma boa campanha e se classificou para a Pré-Libertadores. No ano seguinte, os equatorianos conseguiram algo que parecia improvável para um time iniciante na competição: chegar à final. Na decisão, foram derrotados pelo Atlético Nacional, mas deixaram sua marca na história.

Desde então, o time não perdeu nenhuma edição do torneio, mesmo não conseguindo repetir o feito de cinco anos atrás, continua marcando presença em busca da glória eterna. Em 2019, caiu na primeira fase, o que o permitiu uma vaga para para a Copa Sul-Americana. O time venceu adversários como o Corinthians e chegou à decisão, derrotando o Colón por 3 a 1, chegando ao maior título de sua história até então.

Como joga o Independiente del Valle?

Com a saída de Ramírez, o esquema tático do Independiente del Valle mudou um pouco. Agora, a equipe não joga mais no 4-3-3 e sim em um 3-1-4-2. No esquema antigo, a profundidade era priorizada, com laterais caindo para o meio e pontas bem abertos, lembrando um pouco o estilo dos times do também espanhol Pep Guardiola.

Com o novo treinador, o português Renato Paiva, ex-treinador das categorias de base do Benfica, de Portugal, o time joga diferente, tentando tirar o melhor proveito de cada jogador e estudando as características do rival. Por isso, a estratégia pode ser alterada conforme a outra equipe apresenta seu plano de jogo, conforme afirma o jornalista equatoriano Júlio Paredes, da Rádio Redonda.

A mudança no estilo, no entanto, fez a equipe ter resultados abaixo do esperado até então. Dos nove jogos com Paiva à frente da equipe, foram cinco vitórias, um empate e três derrotas. Contra o Unión Española, pela primeira fase da Libertadores, a melhor atuação, com um sonoro 6 a 2 e um domínio total dos chilenos.

O time base do Independiente del Valle tem Moisés Ramirez; Richard Schunke, William Pacho e Luis Segovia; John Sánchez, Christian Parellano, Pedro Vite, Lorenzo Favarelli e Beder Caicedo; Christian Ortiz e Brian Montenegro.

Altitude equatoriana entra novamente no caminho Tricolor

Mais uma vez, o Grêmio terá pela frente a altitude equatoriana nesta Libertadores. Contra o Ayacucho, por conta das restrições da Covid-19 no Peru, a equipe teve que jogar em Quito, no Estádio Olímpico Atuahalpa, em uma altitude de mais de 2.800 metros. Naquela ocasião, o resultado foi bom. Com um time repleto de garotos, a equipe venceu os peruanos por 2 a 1.

O Independiente del Valle manda a partida no campo de outra equipe equatoriano, já que o seu estádio, o Rumiñahui, com capacidade para apenas 10 mil torcedores, não tem autorização da Conmebol para sediar partidas. Com isso, a casa dos Negriazul será o Estádio Casablanca, da LDU, também em Quito. O campo se encontra numa altitude de mais de 2.700 metros.

O treinador Renato Portaluppi conhece bem o estádio. Lá, como técnico do Fluminense, disputou sua primeira final de Libertadores no cargo. O clube carioca foi derrotado por 4 a 2 na primeira partida, e mesmo vencendo por 3 a 1 na volta, no Maracanã, acabou sendo derrotado nos pênaltis, ficando com o vice-campeonato naquela competição.

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