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Blog do Ilgo

Ferreirinha volta a desequilibrar e leva time à vitória

O Caxias tentou equilibrar o jogo na porrada. Luiz Fernando foi o primeiro a sentir a força de um pontapé e de um joelhaço pelas costas. Não adiantou, ninguém se intimidou. O Grêmio acabou impondo seu melhor futebol, vencendo o Caxias por 2 a 0.

Se houve alguém que se intimidou no jogo disputado na Arena foi o árbitro Jean Pierre, que pareceu temeroso de marcar com mais rigor algumas agressões do time caxiense. Por exemplo: o misto de voadora e pontapé do ex-goleiro do Grêmio, o Pitol, quando levou Matheus Henrique à nocaute no lance do primeiro gol tricolor, marcado pelo meia gremista.

O juiz sequer pediu o VAR. Eu fiquei assustado quando vi MH desfalecido. JP tinha a obrigação de pedir o VAR e tempo ele teve para isso, porque o meia gremista demorou a recuperar-se.

É sempre assim, ninguém dá muita bola para o Gauchão, principalmente quem o perde, mas quando chega na reta final juízes e jornalistas, que deveriam ser isentos começam a se fardar.

Soube que já tem gente pregando ao microfone que o Inter é favorito ao título. Mas da onde?

O Inter perdeu para o Juventude por 1 a 0, jogando um futebol lamentável. Depois, em sua casa, no sábado, goleou por 4 a 1, um resultado que ilude os incautos e os fanáticos vermelhos, porque o Juventude jogou melhor e merecia ao menos o empate.

Então, no comparativo, o Grêmio fez 6 pontos, o Inter 3 pontos, e jogando mal nos dois jogos. Já o Grêmio, tirando o problema da bola aérea, que voltou ‘voando’, precisa corrigir esse defeito, que é a grande arma colorada, como foi do Caxias nos dois jogos contra o tricolor.

Ainda sobre o jogo deste domingo. Ferreirinha foi o grande destaque, talvez sua melhor atuação. Dias atrás, escrevi que ele havia atingido a maioridade. Hoje, ele é um jogador que talvez nem fique muito tempo. Propostas devem pousar na mesa do presidente Romildo.

Espero que o o clube resista à tentação de colocar o lado financeiro acima do aspecto técnico, competitivo. Resta saber se o contrato com o jogador não tem alguma cláusula que o favoreça no caso de proposta que alcance determinado valor.

Em relação aos 2 a 0 sobre o Caxias – resultado que até saiu barato para os caxienses, entendo que o time todo jogou relativamente bem. Quem despontou mesmo foi Ferreirinha.

Leio e ouço que o Grêmio evoluiu sob o comando de Tiago Nunes. Concordo que melhorou a marcação com Thiago Santos, em especial na formação de hoje com MH e Darlan, autor de um gol, anulado, mas que mostrou que ele tem condições de entrar na área, assim como MH. Essa mobilidade dos meio-campistas pode fazer a diferença.

Mas o que faz mesmo a diferença é Ferreira, que repete a trajetória de Éverton e Pepê, responsáveis por grande parte dos gols marcados, seja diretamente como em assistências. Saíram os dois, mas a solução ofensiva continua a mesma, a individualidade dos atacantes dribladores e criativos do lado esquerdo.

Quer dizer, ‘tudo como dantes no quartel-general em Abrantes’.