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Tiago Nunes sob pressão – Parte II

O técnico Tiago Nunes teria recebido carta branca da direção para mexer na equipe. É o que informam as redes sociais e a mídia tradicional. E eu que pensava que todo treinador assume com carta branca…

É só mais uma bobagem para dar a impressão de que tem gente atenta e atuante no futebol do clube. TN sempre teve toda a liberdade para comandar o time. Não posso crer que seja diferente.

Bem, então continua tudo igual. O treinador continua treinando como fazia antes da derrota e da atuação deprimente diante do Juventude, ‘um gigante do futebol nacional’.

Resta saber o que ele fará com a tal ‘carta branca’.

Em princípio o time terá:

Brenno; Rafinha, Geromel, Kannemann e Diogo Barbosa; Victor Bobsin, Matheus Henrique e Jean Pyerre; Douglas Costa, Ferreira e Diego Souza.

Espero que o técnico do Grêmio (é errado dizer o ‘técnico gremista’ porque ele não é gremista) dê mais liberdade de movimentação na frente. Contra o Ju ele ficou preso entre os zagueiros, sem liberdade para ajudar na construção de jogadas.

Feita essa observação, muito oportuna de minha parte, não estou gostando da formatação do time, mais especificamente do meio para a frente. O Grêmio tem perdido o meio-campo em todo os jogos deste Brasileiro. Mesmo com Thiago Silva, agora lesionado.

A presença de Douglas Costa torna o setor ainda mais vulnerável, complicando a vida da defesa, em especial dos dois zagueiros – há um movimento de colorados – com eco de alguns gremistas nas redes sociais – decretando o fim da dupla. É o fim, sim, mas da picada.

Vamos ver se neste domingo, 20h30, na Arena, se DC não conseguirá mostrar mais capacidade de combate e aplicação defensiva, assim como fazia Ramiro, por exemplo. Temo que não. Ah, Alisson está voltando…

4-4-2

Como DC não pode ficar de fora, penso que Tiago deveria pensar numa alternativa de jogo, um esquema 4-4-2, mas flexível, sem rigidez.

O esquema seria bom também para fazer com que o futebol de Jean Pyerre melhore. Por enquanto, ele é um jogador dos anos 60 que não consegue se adaptar à ‘intensidade’ do futebol atual.

O Grêmio passaria jogar com dois volantes, dois meias (um deles JP) e na frente dois atacantes de movimentação: Douglas Costa e Ferreirinha. Um ataque com mais mobilidade, abrindo espaço para quem vier de trás.

O problema é que Diego Souza, goleador do time na temporada, ficaria como opção. Minha ideia, é claro, deveria ser testada em treinamentos. Se fosse mais jovem, eu diria que DS poderia ser o meia ao lado de JP, ambos com forte chega à frente.

O objetivo da mudança é também de criar um esquema em que JP possa evoluir neste século com o futebol dos anos 60/70. Se nem assim ele render…

Pressão Parte 2

Encerrando: o Grêmio precisa vencer (sei já escrevi isso anteriormente) para parar de flertar com a Segundona.

Sobre a permanência ou não de TN: a direção precisa ter competência para avaliar se o trabalho dele é bom, independente do resultado, que muitas vezes é o tal engana-bobo.

Sinceramente, eu espero que o time vença e também convença. Se vencer sofrendo pressão do Atlético Goianiense pode significar que as mudanças devem ocorrer, ‘duela a quem duela’.

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